Organização

Qualificar Para Incluir, Associação de Solidariedade Social (QPI) foi fundada, em 2001, por sócios individuais e pela Cooperativa de Ensino Superior de Serviço Social/Instituto Superior de Serviço Social do Porto, como sócio colectivo. Foi registada como Instituição Particular de Solidariedade Social (registo nº 54/02) e reconhecida como Pessoa Colectiva de Utilidade Pública (NIPC 505 494 051).

A intervenção teve início sob o impulso do Instituto Superior de Serviço Social do Porto, enquanto estabelecimento de ensino superior cooperativo, empenhado na formação de profissionais (os assistentes sociais) que contribuam com eficiência e entusiasmo para o combate à pobreza e à marginalização social. A QPI surge como um meio para assegurar o aprofundamento deste projecto formativo através da investigação dos modos de intervir. É ainda um meio para alargar a intervenção a uma multiplicidade de instituições e a cidadãos com vontade de partilhar conhecimentos e disponibilidade afectiva com crianças, adolescentes e adultos maltratados pela vida.

Actualmente, a QPI conta com uma equipa de cerca de 30 técnicos (assistentes sociais, psicólogos, sociólogos, músicos, actores e professores) que desenvolvem uma acção educativa de longa duração, comprometendo-se a acompanhar os indivíduos em todas as etapas da concretização de projectos de vida voltados para a conquista de um lugar útil e valorizado na vida social (formação escolar, formação profissional, integração no mundo do trabalho…).

A QPI aposta na concertação sistemática entre instituições de protecção social, educativas e culturais, organizações económicas, voluntários, etc. a fim de contrariar a ineficácia das intervenções sectorizadas, incapazes de captar a complexidade e profundidade dos problemas vividos pelos indivíduos e famílias. É nossa convicção de que só é possível criar as condições de uma verdadeira ressocialização por via da constituição de redes interinstitucionais que cuidem de forma coerente das diversas dimensões dos projectos de vida (formação, trabalho, saúde, habitat, relações familiares …) e reconheçam os indivíduos como agentes activos do seu próprio processo de desenvolvimento e autonomização.

Finalmente, por ter consciência de que a complexidade e multidimensionalidade dos problemas que impedem os indivíduos de serem protagonistas de trajectos sociais inclusivos implicam o recurso a formas de intervenção de grande qualidade, a QPI implementa metodologias de investigação operacional que estimulam a reflexividade no seio da equipa.